Provocação do Governo em relação aos salários e aposentações exige
dos professores uma forte resposta já no dia 5 de Fevereiro
É inaceitável e provocatória a proposta do Governo de congelar salários,
suplementos e subsídios aos trabalhadores da Administração Pública,
logo também à generalidade dos professores e educadores, tanto mais
quando estes trabalhadores, em média, na última década, viram as suas
remunerações reduzidas em mais de 6%!
É inaceitável que o Governo volte a querer agravar as regras de aposentação,
designadamente da antecipada - principalmente quando milhares de
trabalhadores, incluindo professores, já a accionaram - adoptando já, 5
anos antes, a regra que penaliza em 6% (até 2015, seriam 4,5%) cada ano
de antecipação.
É inaceitável que o Governo pretenda eliminar a regra
que permitia, desde que com 40 anos de descontos para a aposentação,
baixar gradualmente a idade para a aposentação em regime de pensão
completa. Tal medida traduz-se num aumento efectivo dos requisitos de tempo para a aposentação, agravando, em média, em 2 anos a obtenção de tais requisitos.
Estas medidas, que serão parte integrante do Orçamento de Estado
para 2010, não merecem, como já se percebeu, a rejeição da direita
parlamentar, pois o CDS e o PSD não irão votar contra estas propostas
do Governo que contam o voto favorável do PS.
Professores e educadores em força
na jornada de 5 de Fevereiro
Neste
quadro tão negativo, cresce de importância a participação dos
Professores e Educadores na Manifestação Nacional da Administração
Pública, promovida pela Frente Comum de Sindicatos, que se realizará no
próximo dia 5 de Fevereiro, em Lisboa.
A FENPROF e os
seus Sindicatos estarão presentes, apelando aos professores que
participem e contestem, na rua, a actual política que, como se
confirma, aliviando aqui ou além para evitar a contestação, é
rigorosamente a mesma em aspectos essenciais, como é o caso dos
salários dos trabalhadores da AP.
O Secretariado Nacional da FENPROF
27/01/2010
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