Milhares de trabalhadores, entre os quais professores, educadores e investigadores, estiveram este sábado nas ruas de Lisboa e do Porto, no âmbito da manifestação nacional convocada pela CGTP-IN. Reforçando que o pacote laboral representa «uma alteração profunda nas relações de trabalho», Tiago Oliveira, Secretário-geral da CGTP-IN, enumerou os pilares negativos da proposta, como «a normalização da precariedade, a facilitação do recurso ao outsourcing, a desregulação ainda maior dos horários de trabalho com a introdução do banco de horas individual, o ataque ao direito à greve, o ataque aos sindicatos e à liberdade sindical, a facilitação ainda maior dos despedimentos».
Face às movimentações recentes do Governo, que tem excluído a CGTP-IN de reuniões sobre a revisão do Código do Trabalho, apesar da massiva greve geral de 11 de Dezembro e de outras ações, como as mais de 192 mil assinaturas de rejeição do pacote laboral que a Inter entregou recentemente ao primeiro-ministro, Tiago Oliveira acusa o executivo de não saber conviver com o regime democrático. «Temos um Governo que lida mal com o regime democrático, que falseia a verdade, que não ouve nem quer ouvir os trabalhadores, que está comprometido com os grandes grupos económicos», acusou.
Anunciando a presença da CGTP-IN na reunião plenária da Concertação Social, na próxima terça-feira, 3 de Março, o dirigente deixou claro que o objectivo é «reafirmar propostas» e negociar «a alteração que se impõe na legislação laboral, para melhor e não para pior».





